Logo Jornal Razão
Publicidade

Trabalho prisional rende R$ 32 milhões ao Estado de Santa Catarina em 2025

O Estado de Santa Catarina arrecadou R$ 32 milhões em 2025 com o trabalho remunerado de pessoas privadas de liberdade. O valor é resultado da política de trabalho prisional adotada no estado, que envolve parcerias com a iniciativa privada, prefeituras, empresas de economia mista e órgãos do próprio governo estadual. Segundo o governador Jorginho Mello, […]

Trabalho prisional rende R$ 32 milhões ao Estado de Santa Catarina em 2025
Foto: Reprodução

O Estado de Santa Catarina arrecadou R$ 32 milhões em 2025 com o trabalho remunerado de pessoas privadas de liberdade. O valor é resultado da política de trabalho prisional adotada no estado, que envolve parcerias com a iniciativa privada, prefeituras, empresas de economia mista e órgãos do próprio governo estadual.

Segundo o governador Jorginho Mello, Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior número de presos trabalhando. Ele comparou o montante arrecadado com investimentos recentes em infraestrutura e afirmou que a meta para 2026 é ampliar o número de apenados inseridos em atividades laborais remuneradas, com o objetivo de aumentar a arrecadação e a eficiência do modelo.

De acordo com o governo estadual, o resultado financeiro contribui para a redução de despesas diretas do sistema prisional. Os recursos obtidos com o trabalho dos apenados diminuem a necessidade de aportes do orçamento público para investimentos internos, possibilitando o direcionamento de verbas para outras áreas da administração.

Atualmente, Santa Catarina mantém mais de 200 convênios ativos relacionados ao trabalho prisional em todo o estado. As parcerias viabilizam atividades produtivas em unidades prisionais e envolvem mais de 10 mil presos trabalhando de forma remunerada.

Na Penitenciária Feminina de Criciúma, por exemplo, são produzidas mais de oito toneladas mensais de produtos de panificação e confeitaria. Ao todo, 56 internas atuam na fabricação de pães, salgados, pizzas e doces congelados, em um pavilhão industrial instalado dentro da unidade, por meio de convênio com o Estado.

Publicidade

A secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, afirmou que os efeitos da política vão além da arrecadação e da economia aos cofres públicos. Segundo ela, o modelo também cumpre a função social do sistema prisional ao promover a ressocialização e preparar as pessoas privadas de liberdade para o retorno à sociedade.

O trabalho prisional é regulamentado pela Lei de Execução Penal, que garante remuneração aos apenados e prevê a remição de pena, com a redução de um dia da sentença a cada três dias trabalhados.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar

Em Santa Catarina, as pessoas privadas de liberdade que exercem atividade laboral no sistema prisional recebem, no mínimo, um salário mínimo. Desse valor, 50% ficam disponíveis para uso imediato do apenado, inclusive para o sustento da família. Outros 25% são depositados em conta vinculada, com acesso permitido apenas após a soltura. Os 25% restantes são recolhidos pelo Estado como indenização pelas despesas de custódia, conforme previsto em lei, e são integralmente revertidos em melhorias nas unidades prisionais onde os recursos são gerados.

  • Sul e Serra
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham