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Direita se mobiliza para “retomar” a UFSC em Florianópolis: ”contra a doutrinação esquerdista”

Movimento “Direita UFSC” surge dentro da universidade com discurso contra “doutrinação esquerdista” e promessa de disputar espaço político nos centros acadêmicos.

Direita se mobiliza para “retomar” a UFSC em Florianópolis: ”contra a doutrinação esquerdista”
Foto: Reprodução

Um novo movimento estudantil de direita se apresentou oficialmente nesta semana dentro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. O grupo afirma que quer “retomar” a universidade e se posiciona contra o que chama de “doutrinação esquerdista” no ambiente acadêmico.

O anúncio foi feito no dia 28 de fevereiro de 2026, por meio de uma publicação nas redes sociais. No vídeo, um estudante identificado como Tom se apresenta como fundador, líder e presidente do movimento chamado “Direita UFSC”.

Segundo ele, a iniciativa surge porque estudantes com posicionamento de direita estariam se sentindo “silenciados, perseguidos, agredidos e menosprezados” por pensarem diferente de outros grupos dentro da universidade.

De acordo com o discurso, o grupo reúne integrantes “espalhados por todos os campi, centros e cursos” da UFSC e pretende crescer ao longo do tempo, buscando ocupar cargos de decisão dentro da instituição. O movimento afirma que a meta é ampliar o número de membros para ganhar força política interna e fazer com que suas demandas sejam atendidas.

Durante a apresentação, o líder declarou que discussões sobre comunismo, socialismo e revolução “em nada nos interessam”, classificando essas pautas como comuns a uma “extrema esquerda pseudo-revolucionária”.

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Ele afirmou que o foco do grupo é cobrar melhores condições de ensino e infraestrutura, além de demonstrar, segundo suas palavras, respeito ao dinheiro público investido na universidade.

O movimento também diz que pretende “dar voz e servir de proteção” a alunos que se identificam com a direita e que, conforme alegam, sofreriam perseguição dentro da instituição. No discurso, esses grupos opositores foram descritos como “minorias barulhentas, extremistas, agressivas e antidemocráticas”.

Ao final da apresentação, o estudante convocou alunos, professores e técnicos que compartilham da mesma visão a se juntarem ao movimento e se tornarem representantes em seus cursos e centros. “O presente até pode ser deles, mas o futuro é nosso”, afirmou.

A mobilização ocorre em meio a um cenário nacional de forte polarização política, que também se reflete dentro das universidades públicas, onde grupos de diferentes espectros ideológicos disputam espaço e representação em centros acadêmicos e diretórios estudantis.

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