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Ex-prefeita de SC é denunciada por grupo LGBTQIAPN+ por criticar tratamento hormonal em crianças

A ex-prefeita de Itapema Nilza Simas, pré-candidata do PL a deputada estadual, responde a processo ético no Coren-SC após publicar vídeo contra tratamento hormonal em crianças. Denúncia partiu da ABRASFH.

Ex-prefeita de SC é denunciada por grupo LGBTQIAPN+ por criticar tratamento hormonal em crianças
Foto: Reprodução

A ex-prefeita de Itapema Nilza Simas, enfermeira de formação e pré-candidata do PL a deputada estadual em Santa Catarina, está respondendo a um processo ético no Conselho Regional de Enfermagem. A denúncia foi apresentada pela ABRASFH, Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, após Nilza publicar um vídeo nas redes sociais se posicionando contra o tratamento hormonal em crianças.

No vídeo, a ex-prefeita questiona a capacidade de uma criança de tomar esse tipo de decisão e critica o tratamento. “Não brinquem com isso, não brinquem com a vida de uma criança”, afirmou. Ela também classificou a hormonização precoce como um “tratamento agressivo” e defendeu que o procedimento só deve ocorrer a partir dos 18 anos.

ASSISTA AO VÍDEO

A Câmara de Ética do Coren-SC analisou a denúncia em reunião realizada em 17 de julho de 2024 e decidiu, por unanimidade, pela admissibilidade e instauração de processo ético disciplinar contra a profissional, com registro Coren/SC 98572 ENF. Os indícios apontam infração aos artigos 69 e 86 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

O caso foi registrado como Denúncia Ética n. 073/2024. O denunciante é o secretário Valmir Alberto Thomé, da ABRASFH. A relatora do processo é a conselheira Gabriele Carradore da Silva.

Pelos artigos imputados, as penalidades possíveis vão de advertência e multa a censura pública e suspensão do exercício profissional por até 90 dias. O processo segue em tramitação no Coren-SC, e uma decisão é esperada a qualquer momento nas próximas semanas.

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Procurada pelo Jornal Razão, Nilza Simas afirmou que mantém sua posição. “Perseguir uma profissional de saúde por defender que crianças devem ser protegidas é um absurdo”, declarou.

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