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Prefeito de Camboriú registra B.O e acusa ex-candidata do PT de chantagem: “pediu R$ 300 mil”

Em registro feito à Polícia Civil, Pavan diz que professora ex-candidata pelo PT divulgou processo em segredo de justiça e cobra R$ 300 mil em ação cível; à reportagem, ela acusa o prefeito de assédio sexual.

Prefeito de Camboriú registra B.O e acusa ex-candidata do PT de chantagem: “pediu R$ 300 mil”
Foto: Reprodução

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), registrou uma ocorrência na Polícia Civil contra a professora Flávia de Souza Fernandes, ex-candidata a vereadora pelo PT em Camboriú. No registro feito nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, Pavan detalha o que considera uma tentativa de chantagem envolvendo ao menos R$ 100 mil.

A versão de Pavan

Conforme o relato apresentado à autoridade policial, o prefeito figura como parte em uma ação que tramita sob sigilo. A professora também é parte no mesmo processo. Segundo Pavan, ela estaria encaminhando mensagens a vereadores de Camboriú e áudios à imprensa com informações protegidas pelo segredo de justiça, e teria agendado entrevista com veículos de comunicação para esta quinta-feira, 30 de abril, com a finalidade de divulgar dados sigilosos.

As acusações apresentadas à Polícia Civil são de desobediência, com base no artigo 330 do Código Penal, e ameaça, com base no artigo 147 do mesmo código. Conforme o prefeito, o procedimento criminal aberto pela professora contra ele continua em tramitação, sem sentença, e o inquérito instaurado para apurar os fatos teve “sugestão de arquivamento pelo delegado responsável em 2025”.

Para Pavan, as condutas estariam sendo utilizadas para “denegrir sua imagem” e obter vantagem financeira.

A ação cível de R$ 300 mil

Conforme o relato à Polícia Civil, Flávia de Souza Fernandes ajuizou ação cível contra o prefeito pleiteando indenização de R$ 300 mil a título de danos morais. Ainda segundo Pavan, o advogado dela teria, posteriormente, oferecido acordo no valor de R$ 100 mil ao advogado do prefeito para encerrar o caso, proposta que não foi aceita por Pavan.

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“No procedimento instaurado por FLÁVIA DE SOUZA FERNANDES em face do comunicante, este ainda se encontra em tramitação, não havendo sentença, além disso o inquérito instaurado para apurar os fatos no referido processo foram concluídos e sugerido arquivamento pelo Delegado responsável no ano de 2025 o que, segundo o comunicante, tornaria as acusações levianas e inverídicas. Que, além do procedimento criminal, Flávia também ajuizou ação na esfera cível, pleiteando indenização no valor de R$ 300.000,00 a título de danos morais. Que, posteriormente, o advogado de Flávia entrou em contato com o advogado do comunicante, oferecendo acordo no valor de R$ 100.000,00, proposta que não foi aceita. Acrescenta que tais condutas estariam sendo utilizadas para denegrir sua imagem perante terceiros”, relatou Pavan no B.O.

A versão da professora

À reportagem do JR, Flávia de Souza Fernandes confirmou que prepara coletiva de imprensa para esta quinta-feira, 30 de abril, ao lado de seu advogado, com o objetivo de “explicar o que de fato aconteceu”. A professora afirmou que vivenciou uma suposta “situação de assédio sexual” envolvendo o prefeito de Camboriú, fato que estaria por trás dos processos cível e criminal por ela movidos contra Pavan.

Segundo Flávia, ela formalizou a denúncia em ocorrência policial, ajuizou os processos correspondentes e comunicou a Procuradoria da Mulher e a Câmara de Vereadores de Camboriú. A professora também afirmou que documentos relacionados ao caso teriam “vazado em grupos de WhatsApp”.

Servidora pública e o “convite na época do prefeito”

Flávia de Souza Fernandes é servidora pública federal, doutora em Ciências da Saúde, enfermeira e professora do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Camboriú. Foi candidata a vereadora pelo Partido dos Trabalhadores em Camboriú e teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral, com o número 13100. Ela alega ter recebido um convite “na época”, em referência ao período em que, segundo ela, antecedeu a alegada situação de assédio. Pavan, no registro feito à Polícia Civil, afirma que a coletiva estaria sendo usada para divulgar conteúdo protegido pelo segredo de justiça.

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Próximos passos

A Delegacia de Polícia de Camboriú deve analisar o conteúdo da ocorrência registrada por Pavan e instaurar procedimento para apurar as alegações do prefeito. Os processos cível e criminal movidos pela professora contra Pavan seguem em tramitação, segundo as duas partes. A reportagem mantém o espaço aberto para manifestação de ambos os lados.

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