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Jovem se revolta após esposa não receber atestado médico em PA de Tijucas: “bando de incompetentes”

Em contato com o Jornal Razão, Raquel confirmou que pediu atestado e não recebeu. “Expliquei que não podia levar uma declaração de comparecimento, porque não aceitam na empresa. Mesmo assim, ela disse que eu estava em condições de trabalhar”, relatou.

Jovem se revolta após esposa não receber atestado médico em PA de Tijucas: “bando de incompetentes”
Foto: Reprodução

Um atendimento no Pronto Atendimento (PA) Orlando Barreto, em Tijucas, gerou revolta e mobilizou críticas nas redes sociais. O caso envolve a jovem Raquel dos Reis Correia Oliveira, de 24 anos, que procurou a unidade de saúde nesta quinta-feira (2) apresentando mal-estar, diarreia, dores no peito e dificuldade para respirar.

De acordo com o relato do marido, que gravou vídeos em frente ao local, a principal queixa é a ausência de atestado médico, documento considerado fundamental para justificar a ausência no trabalho. Segundo ele, a médica responsável forneceu apenas uma declaração de comparecimento, que não seria aceita pela empresa onde Raquel trabalha.

Nos vídeos, o marido afirma que a esposa aguardou mais de uma hora para ser atendida e que a consulta “durou menos de cinco minutos”.

“Faz dias que minha mulher está com problema respiratório. Ela sente dores no peito, dores nas costas e não consegue respirar direito. A médica não colocou o aparelho para escutar a respiração dela e disse que como não estava atacada no momento, não precisava fazer isso agora”, relatou.

O marido também se revoltou com a prescrição de medicamentos: sais para reidratação, paracetamol e dimenidrinato. “Passa uma bomba de medicamento sem sequer escutar a pessoa direito. Está errado, está horrível esse atendimento aqui”, desabafou.

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A consulta resultou na indicação de sais de reidratação oral, paracetamol e dimenidrinato associado à piridoxina – medicamentos tradicionalmente usados para tratar virose gastrointestinal, dor, febre e náusea, quadro que correspondia aos sintomas descritos pelo marido no vídeo: vômito, diarreia, dor no estômago e mal-estar geral.

Em mensagens ao Jornal Razão, Raquel relatou que a médica forneceu apenas a declaração de comparecimento, o que, segundo ela, lhe trouxe prejuízos. “Expliquei que não podia levar uma declaração de comparecimento à empresa, porque não aceitam para fins de abono. Mesmo assim, ela disse que eu estava em condições de trabalhar”, disse a jovem.

Raquel reforça que procurou o PA por não estar em condições de exercer suas funções e que, ao relatar os sintomas, esperava receber o documento que justificasse o afastamento temporário.

O prontuário entregue à paciente contém a prescrição dos medicamentos já citados e a declaração de comparecimento ao PA, assinada pela médica. O documento comprova que a jovem permaneceu na unidade entre 12h17 e 13h21 do dia 2 de outubro.

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A conduta médica poderá ser reavaliada. Será necessário analisar o prontuário e verificar a justificativa para a não emissão do atestado. Cabe a outro profissional avaliar se o atendimento foi realizado de forma correta.

O marido classificou o serviço como ineficiente e chegou a chamar os profissionais de “bando de incompetentes”.

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