Karen Gabrielle Magalhães Pena, de 25 anos, foi morta com cerca de quatro tiros em uma área de pastagem na localidade de Demoras, zona rural de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, na manhã deste sábado (18).

O caso é apurado como feminicídio e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica. A vítima era natural de Belém, no Pará, e morava em Alfredo Wagner.

O que sabemos até agora

  • Karen Gabrielle foi encontrada morta em uma área de pastagem a cerca de 2 km do parque de exposições do município
  • Testemunhas relataram que duas motocicletas chegaram ao local pouco antes dos disparos, uma conduzida por um homem e outra por uma mulher
  • Cerca de quatro tiros foram ouvidos por volta das 10h15
  • Após os disparos, uma das motocicletas deixou o local
  • O marido da vítima apareceu horas depois e afirmou não ter envolvimento no crime
  • A região é de difícil acesso e não possui sinal de telefonia, o que atrasou o acionamento da polícia

Quatro tiros na pastagem

Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, a guarnição foi acionada por volta das 10h42 após moradores relatarem o crime por meio de aplicativo de mensagens. A ausência de sinal de telefonia na região dificultou o acionamento imediato.

Segundo relato de uma moradora, duas motocicletas chegaram a uma área de pastagem próxima de sua residência, cada uma com uma pessoa, sendo a primeira conduzida por um homem e a segunda por uma mulher. As motos pararam, os ocupantes desembarcaram e, em seguida, cerca de quatro disparos de arma de fogo foram ouvidos. Uma das motocicletas deixou o local logo depois. Há indícios de que o crime tenha ocorrido por volta das 10h15.

Ao chegar ao ponto indicado, após cerca de 2 km de estrada de chão pela lateral do parque de exposições, os policiais confirmaram o óbito da vítima. A perícia foi realizada pela Polícia Científica.

Karen Gabrielle Magalhães Pena, vítima do crime em Alfredo Wagner
Karen Gabrielle era natural de Belém, no Pará, e morava em Alfredo Wagner. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O relato do marido

Por volta das 11h45, o marido da vítima entrou em contato com a PMSC por aplicativo de mensagens e afirmou não ter envolvimento no crime. Ele é natural de Santa Catarina e não possui passagens pela polícia. A guarnição pediu que ele comparecesse ao local, o que foi atendido.

Conforme seu relato, o casal teria saído de casa por volta das 8h para fazer compras em Alfredo Wagner e retornado passado das 9h. Ele disse que, ao voltar, a esposa comentou ter esquecido de comprar frango para um strogonoff e, enquanto ele foi arrumar um cano de água em uma área de mata da propriedade, ela teria saído sozinha de motocicleta, sem avisar.

Ainda segundo seu relato, o homem terminou o reparo por volta das 11h45, tomou banho e foi a um posto de combustível para tomar chimarão. No posto, afirmou ter sido informado sobre o assassinato e, em seguida, procurado a Polícia Militar.

Violência contra a mulher em SC

O caso se soma à série de feminicídios registrados em Santa Catarina nas últimas semanas. No domingo (19), uma professora foi morta a facadas na rua da Delegacia da Mulher, em Araranguá. No mesmo período, o suspeito de matar a companheira no Vale do Itajaí foi preso pela PMSC tentando fugir em um ônibus na BR-101.

O caso segue em apuração

No local, o delegado da Polícia Civil ouviu o marido e orientou a equipe a registrar seu relato, sem necessidade de condução imediata à delegacia. Até a última atualização, o caso seguia em investigação para identificar a autoria e esclarecer a motivação do crime.